
O Relatório ESG 2026 – Retrato da Mineração na Amazônia reúne, pela primeira vez, indicadores ambientais, sociais e de governança de 10 empresas associadas, com ano-base 2025.
O Sindicato das Indústrias Minerais do Estado do Pará (SIMINERAL) disponibiliza o Relatório ESG 2026 – Retrato da Mineração na Amazônia, primeiro relatório da Carta Santarém, iniciativa construída a partir de uma parceria entre as empresas do setor mineral do Pará e o poder público. A publicação consolida dados reportados por 10 empresas associadas, bases públicas nacionais e referências internacionais como ICMM, IFC, GRI e GHG Protocol, e está disponível em português e em inglês.
Em 2025, a produção mineral do Pará superou 300 milhões de toneladas, cerca de 27% da produção brasileira. O valor da produção mineral do Estado foi estimado em R$ 103 bilhões, aproximadamente 34,5% do faturamento mineral do país, e a arrecadação de CFEM atingiu cerca de R$ 3,1 bilhões, o equivalente a 39% do total nacional.


No pilar ambiental, as empresas associadas mantêm aproximadamente 786 mil hectares de áreas protegidas, conservadas ou sob monitoramento, uma relação de cerca de 10 hectares para cada hectare diretamente impactado pela mineração. A taxa média de reuso de água chegou a 75%, com avanço de 45 pontos percentuais em dez anos, e cerca de 85% da eletricidade consumida nas operações vem de fontes renováveis.
No pilar social, aproximadamente 72% da mão de obra própria e terceirizada é contratada no Pará, e cerca de 50% dos gastos com fornecedores ficam no Estado. Os investimentos sociais somaram R$ 213 milhões em iniciativas obrigatórias e mais de R$ 1,7 bilhão em investimentos voluntários. A taxa de frequência de acidentes com afastamento ficou em 0,73 por milhão de horas trabalhadas.
Em governança, o relatório reúne indicadores de gestão de barragens, preparação para emergências e compromissos ESG: 90% das empresas possuem Plano de Ação de Emergência instituído e 100% contam com ao menos uma política corporativa relacionada a ESG.
“Pela primeira vez, apresentamos uma visão integrada dos avanços da mineração paraense nas dimensões ambiental, social e de governança, demonstrando que competitividade e responsabilidade caminham lado a lado.”
Anderson Baranov, Presidente do Conselho Diretor do SIMINERAL
“Colocar esses dados à disposição da sociedade reforça o compromisso público com a transparência e com o desenvolvimento sustentável da Amazônia. É também um convite para que outras cadeias produtivas da região sigam o mesmo caminho.”
Emerson Rocha, Presidente Executivo do SIMINERAL
A Carta Santarém é um ponto de partida: este primeiro relatório estabelece uma linha de base para acompanhar, a cada novo ciclo, a evolução das práticas ambientais, sociais e de governança da mineração no Pará.
Fontes: Relatório ESG 2026 – Carta Santarém, SIMINERAL, com dados da ANM, IBRAM, FAPESPA, IBGE e das empresas associadas.
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