Encerramos mais um ciclo de debates estratégicos reafirmando um dos pilares do Simineral: o compromisso com o diálogo qualificado, a transparência e a construção conjunta de soluções para o desenvolvimento da Amazônia.
O IV Congresso Técnico do Simineral consolida-se como o maior evento técnico de mineração da Amazônia, reunindo empresas, especialistas, instituições, poder público e sociedade em torno de uma agenda baseada em dados, evidências e visão de futuro.
Mais do que um encontro, o Congresso é um espaço de construção coletiva, que promove debates sobre inovação, governança, produtividade e sustentabilidade, fortalecendo o papel do Simineral como articulador de diálogos essenciais para o setor.
Nesse contexto, esta edição também apresenta o artigo especial “Entre Minério e Floresta: mil tons de um futuro ancestral”, que amplia esse debate ao propor uma reflexão sobre narrativas, percepções e os desafios contemporâneos da mineração na Amazônia.
A mineração, especialmente na Amazônia, tem papel estratégico na geração de oportunidades e no desenvolvimento regional. Esse avanço, no entanto, deve estar cada vez mais alinhado a práticas responsáveis, à inovação e ao respeito aos territórios e às pessoas.
Seguimos avançando com responsabilidade e visão de longo prazo, contribuindo para que o Pará se mantenha protagonista em uma agenda que é regional e global.
Boa leitura!
Anderson Baranov
Presidente do Conselho
Diretor do Simineral
A abertura institucional do IV Congresso Técnico do Simineral marcou o início de uma agenda estratégica voltada ao fortalecimento do setor mineral no Pará, reunindo lideranças empresariais e representantes do poder público em um momento de alinhamento institucional e valorização do diálogo técnico
Compuseram a abertura:
Anderson Baranov
Presidente do Conselho Diretor do Simineral e CEO da Hydro Brasil
Alex Dias Carvalho
Presidente da FIEPA
Rodolpho Zahluth
Secretário Adjunto de Gestão e Regularidade Ambiental da SEMAS
Mauro Bastos
Secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (SEDEME)
Durante a abertura, foi destacada a importância da articulação entre setor produtivo, instituições públicas e entidades representativas para o avanço de uma agenda baseada em dados, cooperação institucional e planejamento estratégico
Em sua fala, o presidente do Conselho Diretor do Simineral, Anderson Baranov, ressaltou a relevância do diálogo técnico e da construção conjunta de soluções:
“O IV Congresso Técnico reafirma a importância da cooperação institucional e da construção de uma agenda estratégica baseada em dados, que contribua para o desenvolvimento regional e para o posicionamento do setor mineral diante das oportunidades da transição energética”.
As falas reforçaram o compromisso com o aprimoramento do ambiente de negócios e com iniciativas que contribuem para o desenvolvimento regional, evidenciando o papel estratégico do setor mineral para o Pará e para o Brasil.
IV CONGRESSO TÉCNICO DO SIMINERAL
ABERTURA
Em um momento dedicado ao alinhamento institucional, Emerson Rocha, Presidente Executivo do Simineral, e Rodolpho Zahluth, Secretário Adjunto de Gestão e Regularidade Ambiental da SEMAS, apresentaram o percurso de construção da Carta Santarém, documento que consolida diretrizes estratégicas para o setor mineral no contexto da COP30.
A apresentação destacou a metodologia adotada, o cronograma de construção da agenda e a cooperação institucional estabelecida entre Simineral e SEMAS, evidenciando o compromisso com a produção de dados qualificados e com o fortalecimento de iniciativas voltadas ao desenvolvimento regional.
Foram ressaltados os avanços alcançados a partir do diálogo técnico entre instituições, com foco na construção de uma agenda estruturada, capaz de contribuir para o posicionamento estratégico do setor mineral diante dos desafios e oportunidades da transição energética.
O momento evidenciou a importância da articulação institucional e da convergência de esforços para o aprimoramento de políticas públicas e instrumentos técnicos que contribuam para o desenvolvimento do Pará.
IV CONGRESSO TÉCNICO DO SIMINERAL
MOMENTO INSTITUCIONAL
A programação do IV Congresso Técnico do Simineral contou com a participação do jornalista econômico Fernando Nakagawa, que apresentou uma análise aprofundada sobre os cenários econômicos e sua relação com o setor mineral, contribuindo para a qualificação do debate sobre desenvolvimento, sustentabilidade e transição energética.
Durante a apresentação, Nakagawa destacou a importância da análise de dados e tendências para a compreensão do cenário econômico global e seus reflexos sobre cadeias produtivas estratégicas, incluindo o setor mineral.
A participação contribuiu para ampliar a compreensão sobre o contexto internacional e reforçou a importância da produção de conhecimento técnico e da leitura estratégica de cenários para o fortalecimento do setor mineral no Pará.
“Fiquei muito honrado com o convite para participar deste Congresso. Na minha visão, o evento funciona como uma extensão das discussões que vimos na COP 30, trazendo para o centro do debate temas essenciais sobre desenvolvimento, sustentabilidade e economia. Costumo dizer que a economia se parece muito com a previsão do tempo: envolve análise de dados, tendências e cenários. e é justamente isso que encontros como este ajudam a qualificar”

IV CONGRESSO TÉCNICO DO SIMINERAL
PARTICIPAÇÃO ESPECIAL
Abrindo a programação de painéis do IV Congresso Técnico Simineral, o painel Geração de Valor Compartilhado: a transformação do território pelos investimentos e desenvolvimento socioeconômico reuniu representantes de instituições públicas e do setor produtivo para apresentar dados e perspectivas sobre a contribuição da mineração para o desenvolvimento do Pará.
Participaram do painel:
René de Oliveira e Sousa Júnior,
Secretário de Estado da Fazenda do Pará
José Fernando Gomes Júnior,
Diretor da Agência Nacional de Mineração (ANM)
Anderson Baranov,
CEO da Hydro Brasil
Anderson Arruda,
Secretário Substituto do Ministério de Minas e Energia (MME)
Alex Dias Carvalho,
Presidente da FIEPA
Moderação:
Rafael Benke,
CEO da Proactiva Results
O painel apresentou dados relacionados à Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM), tributos e investimentos voluntários, evidenciando a contribuição do setor mineral para a geração de empregos, fortalecimento da cadeia produtiva e melhoria da infraestrutura.
As discussões destacaram o papel estratégico da mineração na dinamização da economia, na ampliação de oportunidades e no fortalecimento de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento regional.
Também foram apresentadas perspectivas sobre a importância da previsibilidade regulatória e do diálogo institucional para promover um ambiente favorável à atração de investimentos e à consolidação de iniciativas que contribuem para o crescimento sustentável do estado do Pará.
IV CONGRESSO TÉCNICO DO SIMINERAL
PAINEL 1
Dando continuidade à programação técnica do segundo dia do IV Congresso Técnico do Simineral, o painel Áreas Protegidas e Biodiversidade: a mineração como vetor de conservação reuniu representantes do setor produtivo e de instituições públicas para apresentar dados, experiências e perspectivas relacionadas à conservação ambiental, restauração e fortalecimento da biodiversidade no Pará
Participaram do painel:
Bruno Kono,
Presidente do ITERPA
Rodolpho Zahluth,
Secretário Adjunto de Gestão e Regularidade Ambiental da SEMAS
Guido Germani,
CEO da MRN
Nilson Pinto,
Presidente do IDEFLOR-Bio
Moderação:
Rafael Benke,
CEO da Proactiva Results
O painel apresentou dados sobre áreas protegidas, iniciativas de restauração e estratégias voltadas à conservação da biodiversidade, evidenciando a importância da base técnica e da cooperação institucional para o fortalecimento da floresta em pé.
As discussões destacaram o alinhamento entre desenvolvimento regional e sustentabilidade, considerando a integração de políticas públicas, o aperfeiçoamento de instrumentos de gestão ambiental e a valorização de iniciativas que contribuem para a conservação dos recursos naturais.
Também foram abordadas perspectivas relacionadas à previsibilidade regulatória, à segurança jurídica e à construção de soluções técnicas que fortaleçam o ambiente institucional e ampliem oportunidades para o desenvolvimento do Pará.
IV CONGRESSO TÉCNICO DO SIMINERAL
PAINEL 2
Dando continuidade à programação do IV Congresso Técnico Simineral, o painel Descarbonização e mudanças climáticas na mineração reuniu especialistas e representantes de instituições nacionais e internacionais para discutir dados de emissões, matriz energética e estratégias voltadas ao fortalecimento da competitividade do setor no contexto da transição energética global.
Participaram do painel:
Henrique Anadan,
Diretor de Meio Ambiente da Alcoa
Miguel Castro,
Ponto Focal Regional para a América Latina e Caribe da OCDE
Maria Amélia Enriquez,
Professora da Universidade Federal do Pará (UFPA)
Eduardo Aranibar,
Strategic Advisor da World Climate Foundation
Moderação:
Rafaela Guedes,
CEO da RG Impact
O debate evidenciou a relevância da produção e análise de dados para o aprimoramento de estratégias de descarbonização, considerando aspectos como eficiência energética, inovação tecnológica e alinhamento às demandas do cenário internacional.
Foram apresentadas perspectivas sobre oportunidades para o setor mineral contribuir de forma estratégica com o fornecimento de insumos essenciais para tecnologias de baixo carbono, reforçando o papel do Pará no contexto da transição energética e no desenvolvimento regional.
A discussão também ressaltou a importância da cooperação institucional e da previsibilidade regulatória para impulsionar investimentos, promover segurança jurídica e fortalecer iniciativas voltadas à sustentabilidade e à competitividade do setor mineral.
O painel reafirmou o compromisso com o avanço de agendas técnicas qualificadas e com a construção de soluções alinhadas aos desafios climáticos globais.
IV CONGRESSO TÉCNICO DO SIMINERAL
PAINEL 3
Dando continuidade à programação técnica do segundo dia do IV Congresso Técnico do Simineral, o painel Licença social, direitos e desenvolvimento territorial: a nova agenda de conduta empresarial responsável reuniu representantes de instituições públicas, organismos internacionais e setor produtivo para discutir práticas de gestão social, relacionamento institucional e diretrizes voltadas ao desenvolvimento territorial.
Participaram do painel:
Raoni Vale,
Oficial de Transição Justa da OIT
Herena Maués,
Promotora de Justiça do MPPA
Eduardo Leão,
Presidente da G-Mining
Nadilson Portilho,
Promotor de Justiça do MPPA
Amynthas Gallo
Consultor de Negócios Sênior do BNDES
Moderação:
Layse Santos,
Jornalista e CEO da Agência EKO
O painel apresentou perspectivas relacionadas à evolução das práticas de conduta empresarial responsável, destacando a importância do diálogo institucional, da previsibilidade e da construção de relações baseadas em confiança e transparência.
As discussões abordaram aspectos relacionados à gestão social, ao fortalecimento de instrumentos de governança e à integração entre setor produtivo e instituições, considerando o desenvolvimento territorial e a ampliação de oportunidades socioeconômicas.
Também foram destacadas iniciativas e diretrizes voltadas ao aprimoramento do ambiente institucional, contribuindo para maior segurança jurídica e para a consolidação de agendas estratégicas alinhadas ao desenvolvimento regional.
IV CONGRESSO TÉCNICO DO SIMINERAL
PAINEL 4
Dando continuidade à programação técnica do segundo dia do IV Congresso Técnico do Simineral, o painel Gestão de riscos com transparência: segurança de barragens e resposta a emergências reuniu especialistas e representantes de instituições públicas e do setor produtivo para apresentar dados e perspectivas relacionadas à governança de riscos, monitoramento e integração institucional
Participaram do painel:
Pedro Oliveira,
Gerente Técnico de Geotecnia da Vale
Márcio dos Santos Avelar,
Corpo de Bombeiros Militar
Sheila Gatinho Teixeira,
Gerente de Hidrologia e Gestão Territorial do Serviço Geológico do Brasil
Júlio Nery,
Diretor de Assuntos Minerários do IBRAM
Moderação:
Fernanda Bretas,
Vice-presidente da Tristar
O painel apresentou informações sobre gestão de riscos, protocolos de segurança e estratégias de resposta a emergências, evidenciando a importância da base técnica, do monitoramento contínuo e da articulação entre instituições.
As discussões destacaram o aprimoramento de instrumentos de governança, a integração de dados e o fortalecimento de mecanismos de transparência, contribuindo para maior previsibilidade e para o desenvolvimento de iniciativas alinhadas às melhores práticas internacionais
Também foram abordadas perspectivas relacionadas ao fortalecimento da cooperação institucional e ao aperfeiçoamento de processos que contribuem para a segurança operacional e para a evolução contínua das agendas técnicas do setor mineral.
IV CONGRESSO TÉCNICO DO SIMINERAL
PAINEL 5
Na continuidade da programação do IV Congresso Técnico do Simineral, o Presidente Executivo, Emerson Rocha, apresentou a Agenda Institucional do Simineral, destacando os principais avanços, eventos estratégicos previstos e iniciativas desenvolvidas ao longo do ano, com foco no fortalecimento da atuação institucional e na consolidação de uma agenda técnica baseada em dados.
Durante a apresentação, também foram anunciadas as novas associadas que passam a integrar o quadro do Simineral:
Emerson Rocha destacou ainda a evolução das agendas técnicas, o fortalecimento da cooperação institucional e o planejamento das ações que contribuem para o desenvolvimento regional e para o posicionamento do setor mineral diante dos desafios da transição energética.
A apresentação evidenciou o compromisso do Simineral com a construção de iniciativas estratégicas, a ampliação do diálogo institucional e o fortalecimento de parcerias que contribuem para o aprimoramento do ambiente de negócios e para o avanço de pautas prioritárias do setor mineral no Pará.
IV CONGRESSO TÉCNICO DO SIMINERAL
AGENDA INSTITUCIONAL
O Simineral segue ampliando sua base associativa com a chegada de empresas que agregam conhecimento técnico, inovação e soluções estratégicas para a cadeia mineral no Pará. A entrada de novas associadas fortalece o ambiente de articulação institucional, a troca de experiências e a construção conjunta de iniciativas voltadas ao desenvolvimento do setor.
Mais do que ampliar a representatividade, a chegada dessas empresas evidencia a diversidade de competências que contribuem para o avanço das agendas técnicas e para o fortalecimento do setor mineral no estado.
Empresa de engenharia e construção com atuação em obras de infraestrutura e soluções voltadas ao setor mineral.
“A Carmona é uma empresa do setor de engenharia e construção, com atuação em obras de pavimentação, terraplanagem, saneamento e construção civil.
responsabilidade e excelência, buscando desenvolver soluções sustentáveis e gerar valor para clientes, parceiros e a sociedade.
Pautada na qualidade, eficiência e compromisso com resultados, a empresa é orientada por valores como ética, responsabilidade e excelência, buscando desenvolver soluções sustentáveis e gerar valor para clientes, parceiros e a sociedade.
A integração ao Simineral fortalece nossa atuação no setor mineral, permitindo acompanhar discussões estratégicas e contribuir para o desenvolvimento sustentável. O ambiente colaborativo estimula a troca de experiências, amplia parcerias e reforça a representatividade do setor.”
Fernando Carmona Cabrera
Presidente da Carmona Cabrera

Empresa global de engenharia e consultoria, com atuação consolidada na América do Sul e presença estratégica na região Norte.
“A Tetra Tech é uma empresa global de engenharia e consultoria, com soluções adaptadas à realidade de cada cliente e uma atuação consolidada na América do Sul. Com nosso escritório em Belém, reforçamos ainda mais nossa presença no Norte e a proximidade com os clientes da região.
Contamos com ampla expertise em mineração e uma abordagem baseada na ciência, na inovação e na tecnologia, acompanhando toda a cadeia de valor dos projetos. Nosso diferencial está na capacidade técnica de atuar em todas as etapas: do projeto, planejamento ao descomissionamento, aliada à oferta de serviços socioambientais complementares.
dos projetos. Nosso diferencial está na capacidade técnica de atuar em todas as etapas: do projeto, planejamento ao descomissionamento, aliada à oferta de serviços socioambientais complementares.
Nossa participação no Simineral representa uma oportunidade estratégica para fortalecer o diálogo com o ecossistema da mineração e integrar uma rede comprometida com desafios comuns. Seguimos dedicados a entregar soluções que gerem valor sustentável para clientes, parceiros e para a sociedade.”
Bruno Civolani
Presidente Tetra Tech América do Sul
Especialista em mobilidade corporativa com atuação consolidada no setor mineral no Pará.
“Integrar o Simineral representa, para a Norauto Rent a Car, a oportunidade de fortalecer conexões estratégicas e contribuir ativamente para o desenvolvimento sustentável do setor mineral na região Norte.
sólido histórico de atendimento em diferentes regiões do Pará e contratos vigentes junto a grandes mineradoras.
Somos especialistas em mobilidade corporativa no setor de mineração, com um sólido histórico de atendimento em diferentes regiões do Pará e contratos vigentes junto a grandes mineradoras.
Enxergamos no sindicato um ambiente de colaboração, troca de conhecimento e construção de soluções conjuntas. Nossa expectativa é atuar de forma integrada com as demais associadas, agregando eficiência, segurança e inovação às operações do setor.”
Rafael Teixeira
CEO – Norauto Rent a Car

Empresa paraense com atuação em sondagem para pesquisa mineral, com base na província mineral de Carajás.
“A Servdrill é uma empresa paraense que presta serviços de sondagem para pesquisa mineral. Fundada em 2011 na província mineral de Carajás, conta com corpo técnico qualificado, reunindo profissionais com mais de 30 anos de experiência adquirida em empresas internacionais de referência.
empresas internacionais de referência.
Executamos serviços de sondagem diamantada, orientação de testemunho, medição de desvio de trajetória de furo, sondagem geotécnica e instalação de piezômetros, além de operações de circulação reversa (RC) por meio de nossa subsidiária GEOROCHA.”
Egessilvan Cordeiro de Almeida
Diretor Presidente da Servdrill
Encerrando a programação dos painéis do IV Congresso Técnico do Simineral, o painel Licenciamento ambiental: eficiência técnica, sustentabilidade e segurança jurídica reuniu representantes de instituições públicas e do setor produtivo para discutir perspectivas relacionadas ao aprimoramento dos processos de licenciamento, considerando eficiência técnica, previsibilidade e segurança jurídica.
Participaram do painel:
Rodolpho Zahluth,
Secretário Adjunto de Gestão e Regularidade Ambiental da SEMAS
Daniel Medeiros,
Diretor de Licenciamento Ambiental da Vale
Katia Souza,
Coordenadora de Licenciamento do Ibama
Aldo Lenzi,
Diretor da ERO
Marcelo Moreno
Diretor de Licenciamento da SEMAS
Moderação:
Rafael Benke,
CEO da Proactiva Results
O painel abordou aspectos relacionados à evolução dos instrumentos de licenciamento ambiental, à integração entre instituições e à importância da base técnica para a construção de processos mais eficientes e previsíveis.
As discussões destacaram a relevância do diálogo institucional e do alinhamento entre diferentes esferas para o fortalecimento do ambiente regulatório, contribuindo para maior segurança jurídica e para o desenvolvimento de iniciativas alinhadas às demandas da transição energética e do desenvolvimento regional.
IV CONGRESSO TÉCNICO DO SIMINERAL
PAINEL 6
O IV Congresso Técnico do Simineral foi concluído com a fala do Presidente do Conselho Diretor do Simineral, Anderson Baranov,e CEO da Hydro Brasil, que destacou a relevância do diálogo institucional e da construção conjunta de soluções técnicas para o fortalecimento do setor mineral.
Em sua mensagem final, o presidente ressaltou a importância da continuidade da cooperação entre setor produtivo, poder público e instituições parceiras, evidenciando o papel estratégico da mineração para o desenvolvimento regional e para o avanço de uma agenda alinhada às oportunidades da transição energética.
“O Congresso reafirma a importância da construção coletiva de uma agenda baseada em dados, cooperação institucional e visão de longo prazo, fortalecendo o posicionamento do setor mineral e contribuindo para o desenvolvimento do Pará”.
A fala de encerramento reforçou o compromisso com o aprimoramento contínuo do ambiente institucional, a promoção do diálogo técnico qualificado e o avanço de iniciativas estratégicas que contribuam para o desenvolvimento regional.
O Simineral agradece às instituições e empresas que contribuíram para a realização do IV Congresso Técnico, fortalecendo uma agenda baseada em diálogo institucional, produção de conhecimento técnico e cooperação entre diferentes atores.
O IV Congresso Técnico do Simineral contou com apoio institucional do IBRAM, do Sistema FIEPA, da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (SEDEME) e da Secretaria de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade (SEMAS), que colaboraram para a construção de uma programação voltada ao fortalecimento do ambiente institucional e ao desenvolvimento regional.
O evento teve patrocínio das empresas Corex, Bemisa, MRN, Alcoa, Vale, Hydro, ERO Brasil e G Mining, cuja participação foi fundamental para viabilizar um espaço qualificado de debate, troca de experiências e construção de propostas alinhadas aos desafios e oportunidades do setor mineral.
O IV Congresso Técnico do Simineral reuniu representantes de mais de 40 instituições, incluindo órgãos públicos, setor produtivo, organismos nacionais e internacionais, especialistas e empresas associadas, consolidando um espaço qualificado de diálogo técnico e institucional sobre temas estratégicos para o desenvolvimento regional e para o posicionamento do setor mineral no contexto da transição energética.
A programação contemplou debates sobre geração de valor compartilhado, biodiversidade, descarbonização, gestão de riscos, licenciamento ambiental, além da apresentação da Carta Santarém e da Agenda Institucional do Simineral, reforçando o compromisso com a produção de dados, cooperação institucional e fortalecimento do ambiente regulatório.
O IV Congresso Técnico do Simineral também contou com a presença de importantes veículos de
comunicação, contribuindo para ampliar a visibilidade dos temas debatidos e fortalecer a disseminação de informações qualificadas sobre o setor mineral no Pará.
O IV Congresso Técnico do Simineral também contou com a presença de importantes veículos de comunicação, contribuindo para ampliar a visibilidade dos temas debatidos e fortalecer a disseminação de informações qualificadas sobre o setor mineral no Pará.
Estiveram presentes na cobertura do evento os veículos Pará Conectado, Fato Regional, CBN Amazônia e Diário do Pará / DOL. Também repercutiram o congresso os veículos O Liberal, Roma News, Correio Paraense, Cenário News, Guarany Jr, A Província do Pará e Rede Pará, ampliando o alcance das discussões e evidenciando a relevância da agenda técnica apresentada ao longo da programação.
A cobertura jornalística destacou os debates institucionais, a apresentação da Carta Santarém e as iniciativas voltadas ao fortalecimento do desenvolvimento regional, evidenciando o papel estratégico do Pará na agenda da mineração e da transição energética.
A repercussão do evento reforça o compromisso do Simineral com a transparência, o diálogo e a construção de uma agenda estruturada, contribuindo para ampliar o conhecimento sobre o setor mineral e fortalecer a integração entre empresas, instituições e sociedade.
O resultado evidencia a consolidação do Congresso Técnico como um espaço de referência para discussão de temas estratégicos, promovendo a articulação institucional e o avanço de pautas prioritárias para o desenvolvimento do Pará.
Dando continuidade a essa agenda de diálogo e cooperação institucional, o próximo encontro já tem destino definido: Canaã dos Carajás sediará, em agosto, a próxima edição do congresso, ampliando os debates técnicos e fortalecendo a agenda estratégica do setor mineral no Pará.
“Pode mandar o soro antiofídio.”
O telegrama parecia relatar uma emergência médica na floresta amazônica. Mas era código. Em 1967, o geólogo Breno dos Santos precisava comunicar o achado de manganês, sem levantar suspeitas
O mundo ainda não sabia. Porém, semanas antes, ele já havia identificado Ferro, de alta qualidade, na região que viria a ser conhecida como a maior mina de minério de ferro a céu aberto do planeta.
A história é difundida. O que ela revela, contudo, ainda não foi plenamente assimilado. A questão passa, obrigatoriamente, pela narrativa.
Afinal, se há algo que a Amazônia conhece bem, é ser interpretada por olhares externos. Por décadas, a mineração ocupou um lugar questionável no imaginário coletivo.
Entretanto, é problemático forçar a realidade a caber em uma moldura rasa. Como amante da profundidade de diálogos, me recuso a aceitar tal simplificação.
De acordo com o MapBiomas a mineração responde por uma fração que gira entre 2% e 3% do desmatamento no Brasil. Atrás de outros setores.
Esse dado organiza o pensamento crítico e nos obriga trazer luz para uma pergunta incômoda. Afinal, por que a percepção pública não acompanha a proporção real dos impactos? Talvez porque seja conveniente eleger um vilão, sem enfrentar um problema sistêmico.
Aqui vai uma verdade. Simplificar a Amazônia nunca resolveu os dilemas da Amazônia. No Pará, a mineração é orçamento público, urbanização, emprego, estrada, porto, ferrovia e inovação. Não é abstração.
A cadeia mineral gera impacto na balança comercial e mantém a máquina pública de diversos municípios, por meio da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais, a CFEM.
Ao mesmo tempo, é impossível ignorar a pressão sobre o território e a urgência de um controle rigoroso. As duas realidades coexistem. O erro está, justamente, em fingir que uma anula a outra.
O que mudou desde os anos 60? O nível de exigência. A mineração que opera, hoje, é tecnológica, monitorada e rastreável. A evolução é estrutural.
A robotização e a operação autônoma, com caminhões e perfuratrizes controlados a quilômetros de distância, servem, ao mesmo tempo, à produtividade e à missão de retirar o ser humano das áreas de risco. É a tecnologia a serviço da integridade física, transformando o “chão de fábrica” em um centro de inteligência monitorada.
O minério de Carajás, por exemplo, por possuir alto teor de ferro, exige menos processamento industrial, reduzindo emissões na cadeia siderúrgica global. É uma vantagem competitiva que é, simultaneamente, ambiental.
No Pará, em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), operações
minerárias ajudam a proteger cerca de 800 mil hectares de floresta. Uma área que ultrapassa, em múltiplas vezes, o tamanho de grandes capitais brasileiras. Isso resolve todas as contradições? Não. Mas muda o patamar do debate. E, neste aspecto, não reconhecer avanços é ingenuidade jornalística.
No Pará, em parceria com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), operações minerárias ajudam a proteger cerca de 800 mil hectares de floresta. Uma área que ultrapassa, em múltiplas vezes, o tamanho de grandes capitais brasileiras. Isso resolve todas as contradições? Não. Mas muda o patamar do debate. E, neste aspecto, não reconhecer avanços é ingenuidade jornalística.
Existe uma tendência externa de tratar a Amazônia como um santuário onde qualquer atividade econômica nasce sob suspeita. Mas raramente se pergunta qual é a alternativa concreta para quem vive aqui.
Entender o território exige o que chamo de “mineração do olhar”. Não se opera em solo paraense, sem compreender que a cultura local é a base da licença social.
Valorizar as tradições e o patrimônio imaterial das comunidades vizinhas é reconhecer que o minério acaba, mas a identidade de um povo precisa ser fortalecida.
Entre a vilania e a redenção, existem mil tons de humanidade. É nesse intervalo que a mineração pode ser posicionada. Um espaço que sugere, ainda, um novo indicador. A felicidade e o bem-estar do trabalhador. Para além do emprego, é preciso oferecer propósito e segurança psicológica.
Uma mineração responsável entende que o colaborador é um cidadão que busca qualidade de vida e orgulho em fazer parte. A máquina pode até ser robótica, mas o coração da operação é humano.
A conta não fecha sozinha. Por isso, é ideal discutir tecnologia, governança e limites construídos por quem está aqui e não somente os impostos de fora para dentro.
Ouso dizer que o desafio do setor se distancia, cada vez mais, da busca por descobrir o que está embaixo do solo. Agora, é hora de avançar, sem permitir que reduzam a história a uma única e incompleta versão maniqueísta do que é ser, pertencer, preservar e produzir na Amazônia.
No fim, é possível pensar o progresso, com respeito ao ancestral e diligência sustentável para o futuro que já começou.

Jornalista, mestre em sociologia política, mercadóloga, especialista em comunicação estratégica, gerente de pessoas, mentora em oratória e desenvolvimento pessoal, Diretora de jornalismo, apresentadora do SBT Parauapebas. Com mais de 12 anos de experiência, prêmio de melhor livro de crônicas de jornalismo literário pelo Intercom 2016, jornalista destaque pelo Prêmio Simineral de Comunicação 2025 e idealizadora do projeto jornalístico Café com Drummond.

REALIZAÇÃO

APOIO INSTITUCIONAL

PATROCINADORES DO CONGRESSO TÉCNICO







